Mostrando postagens com marcador ficção científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ficção científica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil entrega o Prêmio Argos de Literatura Fantástica

Por jornalismo CLFC

O retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica foi considerado um dos pontos altos do VI Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica. A cerimônia aconteceu no domingo, dia 23, às 13h, no auditório da Biblioteca Viriato Corrêa, em Vila Mariana, SP. O prêmio Argos 2012 é feito por votação direta dos sócios do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil e visa eleger os melhores romances e contos do gênero fantástico (ficção científica, fantasia e terror) publicados em língua portuguesa no ano de 2011.

O escritor Gerson Lodi-Ribeiro foi o vencedor da principal categoria, Melhor Romance, com o livro A Guardiã da Memória.  Gerson também recebeu um prêmio especial pelo conjunto da obra e pelas contribuições à ficção científica nacional, dentre as quais, a própria criação do Argos no final do século passado.

Os outros indicados na categoria Romance, ou História Longa, foram: Eduardo Spohr com Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida; Flávio Carneiro com A Ilha; Luiz Bras com Sonho, Sombras e Super-heróis e Simone Saueressig com B9.
O médico mineiro, Flávio Medeiros Jr, levou o prêmio de melhor história curta com o conto O Pendão da Esperança, publicado na coletânea Space Opera. Os outros concorrentes eram: Alliah com Morgana Memphis Contra a Irmandade Gravibranâmica; Cirilo S. Lemos com O Auto do Extermínio; Clinton Davisson Fialho com A Esfera Dourada e Marcelo Jacinto Ribeiro  com Seu Momento de Glória. Os livros premiados foram publicados pela editora Draco.

A festa foi feita com muito humor e suspense com clara alusão ao prêmio Oscar norte-americano, com direito a um pequeno teatro de cosplayers que terminou com a entrada triunfal do presidente do CLFC, Clinton Davisson, que foi o apresentador da cerimônia. De acordo com a tradutora Mary Farrah, que coordenou a apresentação teatral, o grupo de atores é composto por membros de diversos fãs clubes de Star Wars. “Combinamos com a diretoria do CLFC que essa apresentação se daria gratuitamente, em troca apenas de uma doação do Clube para a instituição Casa da Sopa de Nova Iguaçu. Graças aos sócios, algumas crianças carentes terão um cardápio mais diversificado durante, pelo menos, mais três meses”, falou.

O grande vencedor da noite, Gerson Lodi-Ribeiro, elogiou a festa e se disse emocionado tanto com as premiações que recebeu, quanto com as ações de caráter social que o CLFC vem adotando na nova gestão. “Ficção científica engajada, que serve não apenas para inspirar o futuro com que muitos de nós sonhamos, mas para cuidar e ajudar a consertar o presente. De arrepiar os pelos!”, afirmou.

O prêmio chegou a ser considerado o mais importante do gênero na virada do século quando teve quatro edições, 1999, 2000, 2001 e 2003. Segundo o presidente do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil – CLFC, Clinton Davisson, o retorno do Argos faz parte de um plano de metas que visa a retomada definitiva do Clube fundado em 1985 e que chegou a ser reconhecido pela Science Fiction and Fantasy Writers of America – SFWA como entidade representativa no Brasil. “Com o advento da internet, muitas das funções do CLFC foram perdendo a razão de ser. Quando assumi, em outubro do ano passado, a proposta era repensar a utilidade do Clube. Partimos primeiro para retomar tudo o que ele fazia antes, só que adaptado à nova realidade do século XXI; como o Somnium, o antigo fanzine em papel, que foi  adaptado ao formato pdf para ser distribuído on-line; a criação da Biblioteca Nacional de Ficção Científica que estava prevista no estatuto; a volta do site oficial e, agora, o retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica. Além disso, estamos criando coisas novas, como parceria com editoras para conseguir descontos para os sócios, sorteio de ingressos de cinema e, principalmente, ações sociais voltadas ao incentivo à leitura para crianças, cursos para jovens escritores e a formação de novos leitores”, explica Clinton.

Fonte: Somnium

sábado, 26 de maio de 2012

Cheirinho de carro novo

Foi o que disse (ou tuitou) o astronauta Don Pettit, assim que entrou na cápsula Dragon, atracada à estação espacial ISS. Não deixa de ser uma imagem simples de um momento interessantíssimo da exploração espacial. Parece que estamos presenciando o primeiro rascunho daquela velha ideia da FC norte-americana em especial, que encara o espaço como a última fronteira, uma versão mais sofisticada do velho oeste (leia o ótimo artigo de Roberto de Souza Causo n'O Bule: Me Dá Uma Para Viver,que aborda esse e outros assuntos), desbravado pela iniciativa privada. O anúncio também recente da Planetary Resources e sua ambição de minerar asteroides reforça ainda mais esta impressão e já fez muita gente imaginar um futuro com naves como a Nostromo (de preferência, sem passageiros extras) flutuando por aí.
E, claro, há quem recorra ao discurso óbvio da ineficiência e natureza paquidérmica do estado frente a agilidade e necessidade essencial da iniciativa privada em fazer mais rápido e mais barato. Não é tão simples assim, como mostra Carlos Orsi no artigo O voo do Dragão, mas nem por isso é menos empolgante, claro. O sucesso da SpaceX certamente atrairá competidores, ávidos por milionários contratos com estados e outras empresas privadas. É bastante provável que, nas próximas décadas, a corrida espacial (ao menos aquela envolvida com o espaço próximo a Terra) seja protagonizada por estas empresas. E talvez, assim, a NASA possa se dedicar a suas pesquisas científicas com sondas e telescópios cada vez mais avançados, que custam bem menos do que projetar e lançar veículos de transporte de carga e astronautas.
Aliás, agora todos estão a espera do próximo passo: levar e trazer astronautas em uma destas cápsulas privadas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Somnium está de volta

O CLFC colocou um novo número do periódico Somnium (o de número 102) on-line, disponível para download aqui. Baixei, ainda não li, mas já posso dizer que ficou fantástico, com um projeto gráfico muito bonito e de bom gosto. É muito bom ver o Somnium voltando ao formato de revista e chamando entre os fãs  brasileiros de literatura fantástica.
Parabéns a todos os envolvidos. Copio aqui a lista de agradecimentos postados pelo Paulo Elache, do Podespecular, nos comentários do site: os autores Duda Falcão, Tibor Moricz, Cesar Alcázar, Miguel Carqueija e Álvaro Domingues, os articulistas Lidia Zuin e Clinton Davisson e, em especial, aos dedicados Fabio San Juan, Marcelo Bighetti e Daniel Borba, além do presidente do CLFC, Clinton.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Paraíso Líquido - Últimos exemplares

O escritor Luiz Bras avisou, em seu blog, que a últimas unidades da edição de Paraíso Líquido estão em suas mãos. Quem ainda não leu, tem a oportunidade de entrar em contato diretamente com o autor e pedir um exemplar. Etica e corretamente, como o livro foi editado graças ao patrocínio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, jamais esteve a venda. Tive a sorte de ser sorteado no blog do Tibor Moricz - devo uma resenha do livro há mais de um ano... - e garanto que é uma das melhores leituras que tive o prazer de ter neste tempo.
Se eu fosse você, pediria logo o seu. Cito o blog do Luiz:
Os últimos trinta exemplares estão aqui, ao meu lado, aguardando os últimos interessados. Se você ainda não tem um Paraíso líquido, basta enviar um envelope selado, no valor de R$ 5,00, para o endereço abaixo, que seu exemplar seguirá imediatamente, lépido e fagueiro, para suas mãos.
Luiz Bras
Rua Dr. Paulo Vieira, 166 apto 72
01257-000 – São Paulo – SP

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu li: Guerra Justa, de Carlos Orsi

Acompanho há algum tempo o blog de Carlos Orsi, seu trabalho como jornalista especializado em divulgação científica e lembro-me de quando assinava Carlos Orsi Martinho, na época da IAM. Guerra Justa é o primeiro romance de sua autoria que leio e dá para notar nitidamente a influência dos assuntos que aborda em seu blog: a influência (ou interferência) das religiões e o impacto da ciência e do progresso científico no mundo atual.

Em resumo: após a queda de um meteoro no mar Mediterrâneo, a humanidade se vê orfã de referências geográfico-religiosas, já que os grandes centros de fé foram destruídos em um único evento. Um homem conquista espaço e influência apresentando-se como um profeta habilidoso, capaz de prever grandes e terríveis acontecimentos, aglutinando em seu culto o que restou das religiões afetadas pela catástrofe. Mas há um grupo de rebeldes que não acredita nesta liderança e pretende derrubá-la, envolvendo duas irmãs gêmeas, a freira Rebecca e a cientista Rafaela, em suas ações.

A leitura de Guerra Justa flui rapidamente, graças a fragmentação da narrativa em capítulos curtos e que variam constantemente de ponto de vista, abordando diferentes personagens, tempos e linhas que acabam se influenciando, em maior ou menor grau. A história ganha ritmo de Techno-thriller e me interessei por ela logo nos primeiros capítulos, ou melhor, pelo destino daquele grupo de rebeldes e em sua estratégia incomum para tentar enganar uma suposta entidade capaz de prever cada passo da história: o uso do acaso. Chega a ser engraçado o modo como até mesmo as roupas usadas pelos membros são escolhidas assim.

Quando li a sinopse, me incomodou a ideia de uma história envolvendo personagens gêmeos, que costumam cair no clichê do bacana e do malvadão. É claro que subestimei a inteligência do autor, que, logo nas primeiras páginas, desfaz completamente a expectativa do leitor de uma forma inusitada e até um tanto cruel. Aliás, como dito, a leitura é veloz e, se há um problema neste romance, é a velocidade em que ideias são interessantes são descritas. O mundo de Guerra Justa é plausível e complexo, envolvendo desde implantes neurais que ajudam as pessoas a distinguir o real do virtual (e que, claro, podem ser invadidos e contaminados por vírus) a estações espaciais e inteligências artificiais. É um roteiro ambicioso, e geograficamente amplo, espremido em uma novela de 150 páginas. Não digo que seria melhor se o livro fosse maior - na verdade, este é um mérito, pois não há gordura - mas acaba exigindo uma segunda leitura, mais atenta ao cenário do que a trama, para ser apreciado totalmente. Não sei também se era intenção do autor aproximar a figura do “profeta” das interpretações contemporâneas que algumas denominações cristãs, especialmente protestantes, fazem do Anticristo descrito na Bíblia - eu não consegui afastar esta comparação de minha mente enquanto lia.

Parabéns a Draco que imprimiu algumas passagens “invertidas” (letras brancas sobre folhas pretas) e demonstra mais uma vez um trabalho editorial exemplar. Há um ou outro errinho bem bobo de digitação (“do” no lugar de “da”, este tipo de coisa), mas não chega a atrapalhar.

Guerra Justa, Carlos Orsi. São Paulo: Editora Draco, 1.ª Edição, junho de 2010, 150 páginas. Capa de Erick Sama.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Degustação: Cursed City

A Editora Estronho disponibilizou, em seu site, uma degustação em PDF da coletânea Cursed City - Onde As Almas Não Têm Valor. São dois contos: O gigante, a curandeira e a lutatora de kung-fu, de Alfer Medeiros, e Just like Jesse James, de Alliah. A ideia é ótima: Muitas vezes, o tema de um livro, as informações de orelhas e quarta capas nos fazem querer lê-lo, mas nada melhor do que uma degustação de verdade.
Aliás, eu participo desta coletânea também :-) .

terça-feira, 8 de março de 2011

Nas Montanhas da Loucura: cinema é para crianças, TV é para adultos?

A notícia sobre o possível cancelamento da adaptação de Nas Montanhas da Loucura, de H. P. Lovecraft, pelo diretor Guihermo delToro, me fez pensar em algumas coisas. A alegada razão para o cancelamento seria o medo da Universal em investir um orçamento bastante generoso (150 milhões de dólares) em um projeto que receberia censura R, mesmo contando com Tom Cruise no elenco e a tecnologia 3D desenvolvida por James Cameron para Avatar. Em Hollywood, um filme só é considerado um sucesso se atinge bilheteria superior a três vezes seu custo de produção. Logo, Nas Montanhas da Loucura só daria lucro se chegasse a 450 milhões de dólares de bilheteria.
Em resumo: adultos que gostam de ficção científica e fantasia podem esperar sentados por um filme dirigido a eles. Ao menos, uma produção que dependa de efeitos especiais massivos. Nada contra filmes menores e mais arriscados (Moon, por exemplo), claro, mas quem disse que adultos não vão ao cinema para ver enredos fantásticos também? Eu me arrisco a dizer que o público entre 25 e 35 anos seria suficiente para justificar a produção de um filme como este.  Mas, e especialmente após a crise dos últimos anos, Hollywood quer bilheterias astronômicas e aposta na supremacia dos muito jovens. Por isso mesmo, o PG-13 se tornou um objetivo a ser atingido por muitos filmes – inclusive por alguns que não deveriam se adequar a este padrão. Os produtores que se defendem, citado bilheterias decepcionantes como as de O Lobisomem, se esquecem convenientemente da qualidade dos exemplos escolhidos.
A saída para histórias fantásticas para adultos tem sido a TV. Parece haver menos riscos e um custo de produção bem menor, além do barateamento dos recursos necessários para se fazer boa FC & F na televisão. Também é verdade que a venda de espaços publicitários nos intervalos é uma grande fonte de renda, algo que não é possível de se fazer no cinema – melhor nem imaginar um produtor querendo colocar Coca-Cola numa taverna frequentada por anões e guerreiros.
Produções como True Blood na HBO e The Walking Dead na Fox provam que a combinação tem dado certo. Não é à toa que a TV esteja atraindo cada vez mais atores e diretores do primeiro escalão.  Livres das exigências de um mercado cinematográfico que se dirige com volúpia apenas aos muito jovens, os roteiristas para a TV têm se arriscado mais e colhido resultados bem interessantes. Talvez a maior aposta (e maior prova disso) seja A Guerra dos Tronos, a nova série baseada nos livros de George R. R. Martin produzida pela mesma HBO que levou a sexualidade dos vampiros (e outras criaturas) de Charlene Harris para as telas. Aguardamos ansiosamente.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Suspensão de descrença

Conheço muita, muita gente mesmo que tem absoluta aversão a qualquer obra fantástica, seja no cinema ou na literatura. Eu acho bastante estranho isso, já que não tenho aversão a gêneros específicos - a exceção do "filme-família com bichos falantes feitos com CGI vagabunda" e do "filme-de-adolescente cantor que vai provar seu valor em Los Angeles". Sinceramente, acredito que é possível escrever bons livros e bons roteiros em qualquer cenário e gênero. Há sempre gente talentosa em qualquer, digamos, nicho narrativo. Mas, parafraseando o Inagaki, tergiverso. Voltemos.
Há quem prefira o mainstream; ou a literatura do cotidiano, claro. Mas tenho contato constante com pessoas que odeiam fantasia e ficção científica porque não as entendem. Ou melhor, não entendem o universo criado nestas obras; são incapazes de imaginar histórias que não estejam firmemente ancoradas na realidade. Eu poderia ser um tanto preconceituoso e dizer que elas sofrem de déficit de supressão de descrença.
A supressão da descrença refere-se, usando o conceitinho lá da Wikipedia ,"à vontade de um leitor ou espectador, de aceitar como verdadeiras as premissas de um trabalho de ficção, mesmo que elas sejam fantásticas, impossíveis ou contraditórias." O melhor exemplo na literatura mainstream é o realismo fantástico latino-americano (aliás, por muito tempo, o gênero foi o sinônimo da América Latina literária em boa parte do mundo). No Brasil, o representante mais lembrado é Murilo Rubião e seu livro O Pirotécnico Zacarias. São, geralmente, histórias em que eventos ou elementos fantásticos atravessam o cenário da narrativa que é, em sua maioria, realista.
Já a FC&F exige muito mais do leitor (e por isso mesmo, para atingir um patamar eficaz de supressão de descrença no leitor, também exige muito do escritor); muitas vezes, apresenta uma "gramática" própria, e pressupõe um certo conhecimento de seus conceitos, clichês e amplitude. Não agrada a todos, claro. Só impressiona o grau de rejeição quase patológica que algumas pessoas sofrem em relação a FC&F. Sem querer ser machista, destas pessoas que conheço, a maioria são mulheres e, dentre elas, 99% acompanham telenovelas.
Pois bem: confesso aqui sofrer do mesmo problema em relação às novelas. Não consigo ativar meus neurônios de supressão de descrença para aceitar que um moleque de vinte anos possa assumir uma empresa multinacional após descobrir que é o filho perdido de um grande industrial, ou que dois irmãos separados por milhares de quilômetros e dezenas de anos venham a se apaixonar (ok, Luke e Leia, essa é para vocês também), ou ainda que todos os conflitos desenvolvidos ao longo de meses se resolvam em mais ou menos uma hora e meia de capítulo final, culminando no casamento dos mocinhos e na punição exemplar dos vilões.
Enfim, cada um tem seus limites de descrença.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

David Gerrold e a Criança de Marte

David Gerrold é um escritor de ficção científica famoso por ter escrito o roteiro de um dos episódios clássicos de Star Trek: The Trouble with Tribbles. Nesta entrevista em duas partes, publicadas pelo Star Trek Brasilis, ele fala de seu envolvimento com Jornada nas Estrelas, seus livros e a polêmica recentemente trazida de novo à tona sobre a inexistência de personagens gays em ST - Gerrold é homossexual assumido:


Entrevista com o escritor David Gerrold - Parte 1
Entrevista com o escritor David Gerrold - Parte_2


Nem todo mundo sabe, mas o simpático filme Martian Child / Ensinando a Viver é baseado numa noveleta semi-autobiográfica de autoria de Gerrold. Ele narra as dificuldades no relacionamento entre ele e uma criança que acredita piamente ter vindo de Marte, que o escritor acaba adotando. O filme é exibido com alguma frequência na TV a cabo e não deve ser difícil achá-lo em locadoras. Ainda que não seja FC, é bem interessante, bem conduzido e dirigido com cuidado pelo desconhecido Menno Meyjes, que consta como um dos roteiristas de Indiana Jones e a Última Cruzada.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Antologias, concursos e seleções

Chega a ser impressionante a quantidade de antologias e seleções abertas no início de 2011. Como bem disse a Ana Cristina Rodrigues em seu formspring:

As antologias cobrem um nicho que aqui no Brasil não existe, que é o das revistas literárias. Muitas carreiras lá foram começam assim, com a publicação de contos em várias publicações para só depois chegar ao romance. E muitos escritores permanecem escrevendo somente histórias curtas, fazendo carreira como contistas.

Listo a seguir as de que me lembro agora. Se esqueci alguma, por favor deixe um comentário para que eu atualize este post. Mas não listarei coletâneas pagas, por razões pessoais - eu não participo deste tipo de antologia.

Steampink: Steampunk Para as Garotas - Contos steampunks escritos por mulheres, a visão feminina de um  subgênero de grande sucesso no Brasil. Editora Estronho.

VII Demônios - Sete livros, um para cada demônio e o pecado associado. Editora Estronho.

Deus Ex-Machina : Anjos e Demônios na Era do Vapor - Mais steampunk, desta vez com batalhas entre as forças demoníacas e angelicais. Editora Estronho.

1000 Universos - A revista online chega ao seu terceiro número, conclamando os autores a escrever sobre fantasmas. Café de Ontem.

FC do B: Concurso que seleciona e publica autores e que também chega a sua terceira edição. FC do B.

Dieselpunk: Vapor é bom, mas para os organizadores desta antologia, fumaça é muito melhor. Editora Draco.

A Fantástica Literatura Queer: Contos de FC & F dedicados à diversidade sexual. Tarja Editorial.

A quantidade, a variedade e o interesse despertado pelas antologias são uma demonstração do crescimento do mercado brasileiro de literatura fantástica. Para quem, como eu, tem interesse em melhorar como autor e chegar a ser publicado, estas são um caminho sólido e profissional.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sobrevivi a Cursed City!

Cursed City, a antologia de contos terror e western lançada pelo Estronho, divulgou a lista de sobreviventes e eu sou um deles! Estarei em ótima companhia, o que é ótimo; afinal, para passar pela velha e empoeirada cidade  mais temida do Oeste, é melhor não estar sozinho...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Você é um nerd de ficção científica na TV e cinema?









Take the Sci fi sounds quizI received 71 credits on
The Sci Fi Sounds Quiz

How much of a Sci-Fi geek are you?
Quiz by SheGoddess: lose weight

Por que o Blogspot está incluindo quebras de linha adicionais neste post ainda é um mistério...