segunda-feira, 25 de março de 2013

Selecionados para Lendas Urbanas, da Llyr! Sou um deles!

É, eu sei que este post está mais do que atrasado, mas vale o registro: Fiquei muito feliz com o anúncio dos selecionados para a coletânea sobre Lendas Urbanas, da Llyr Editorial.
Os autores a seguir sairão nas versões impressas e em e-book:

Bruno Anselmi Matangrano – O beco dos aflitos
Carlos Eduardo Von Doellinger Manhães – Bandeira 2
Chico Pascoal – Loira
George Amaral – Zambiapunga
Gian Danton – Bom garoto
Paulo F. – O caso Rita
Ricardo Herdy – Fruto Santo proibido
Sid Castro – O beco dos inocentes
Suzy M. Hekamiah – O diário da ilha
Vitor Vitali – Ruído Fantasma
Vivi Maurey – Tudo breu
Zé Wellington – O mestre dos brinquedos

Já estes aqui (oi?) sairão exclusivamente em e-book:

Ana Lúcia Merege – Pobres Bichinhos
Caio Sinned – A passageira
Lucas Rocha – O homem invisível é dono dos teus olhos
Marcel Breton – Abissal
Marcus Achilles – O Velho do Saco
Pablo Amaral Rebello – A casa das almas perdidas
Vinicius Lisboa – Vem, pequenino

Parabéns a todos os selecionados!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Como assim "escritores de contos não são importantes"?


Momento WTF? da semana: No post The World Says: Short Stories Writers Are Crap, Silvia Moreno-Garcia conta a saga da página do escritor W.H. Pugmire na Wikipedia, que foi marcada para exclusão. Silvia descobriu, entre as justificativas para o expurgo, que Pugmire teria publicado apenas contos e poemas em revistas e antologias de pequenas editoras, em geral voltadas aos fãs de Lovecraft.

Parece-me que esta visão é um tanto comum no público geral. "Escritor" é o sujeito que escreveu um ou mais romances. Para parte do público, contos não chegam sequer a uma etapa intermediária antes do grande romance (e poesia, bem, é algo alienígena que quase ninguém lê). O desinteresse do público por contos é tão grande que já li, mais de uma vez, que os editores, depois do boom de contistas e cronistas brasileiros na segunda metade do século XX, têm fugido deles. E, sim, estou falando de literatura mainstream.

No mundinho da literatura fantástica brasileira, as coletâneas/antologias parecem suprir a ausência de periódicos dedicados aos gêneros e servem, assim, como veículos para a divulgação de novos autores, que vão ganhando desenvoltura ao lado de nomes consagrados (claro que não preciso dizer que falo dos trabalhos e editoras sérias). Não tenho como falar sobre as vendas destas edições, mas, considerando a sua presença no cenário da litfan brazuca, parece não fazer muito sentido pensar nos contos como uma forma "menor" de literatura, já que as antologias continuam a pipocar.

Talvez o maior fantasma esteja mesmo na cabeça dos escritores. A aparente fome inesgotável do mercado por trilogias e sagas extensas de fantasia tem lá sua parte nesta ideia besta. Quanto a isso, só posso falar de minha experiência pessoal, ou seja, o que funciona para mim pode muito bem não funcionar para ninguém mais. Não pretendo escrever agora nenhuma série de livros com dezenas de personagens e situações por uma razão muito simples: é um esforço que demanda o domínio de técnicas que ainda estou amadurecendo. Eu tenho algumas ideias para um projeto desta envergadura, mas no momento, dedico-me aos contos e a um romance ("volume único"), que já me dão trabalho suficiente. Não faço nada disso pensando na possível aceitação do tal mercado, mas como fruto de sinceridade comigo mesmo: Sinto-me mais a vontade para escrever assim e pronto. Encaro os contos como obras que precisam de tanta ou mais dedicação quanto um romance, cada um com seu potencial e limitações. E também os vejo como um campo de experimentação, para exercitar todas as partes de uma história: construção de mundo, personagens, diálogo,  etc. Uma coisa não exclui a outra. Na verdade, quanto mais eu escrevo, mais me sinto a vontade tanto para contar histórias mais enxutas quanto mais longas - e, verdade seja dita, meus contos andam crescendo...

Já aconteceu comigo exatamente o que Silvia relata em seu blog: ao dizer que publiquei contos, a pessoa que perguntou perde o interesse (e quando descobre que é literatura fantástica então...). Não, não me incomodo. Sei onde quero chegar e gosto muito do que estou fazendo. Acredito, basicamente, em dedicação e trabalho árduo, em qualquer gênero e formato. E, se você é, assim como eu, um escritor iniciante que escreve contos, não deveria se preocupar com nada disso. Continue a nadar, diria a Dolly.

Quanto a leitores que realmente acreditam na bobagem dos formatos "inferiores", nunca leram Anton Tchekhov, Dalton Trevisan ou Asimov. Se eu estivesse entre eles, iria correndo experimentar estes e mutos outros grandes autores de pequenas narrativas.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Segurança para Escritores

O editor do Caetano Veloso, quando soube que ele não fazia backups do caudaloso Verdade Tropical enquanto o escrevia no notebook no meio de uma turnê (chances homéricas de algo dar errado), deve ter ficado muito feliz. Inspirado por este post do Luan Felipe no Facebook, decidi resumir aqui o que tenho feito como medidas de segurança para escrever no meu computador (uso Windows):

  • Backup dos textos: Se puder, tenha um HD externo. Arquivos de texto ocupam pouco espaço, então um pendrive também cumpre muito bem o papel. Aprenda a usar aplicativos de backup e programe-os para executar as cópias dos documentos periodicamente. Existem boas opções gratuitas. Eu já usei o EaseUs (download da versão gratuita na CNET) e o Cobian Backup.
  • Mais backup: Uso o Google Drive. Quem já perdeu tudo o que tinha em um HD sabe que não dá para confiar cegamente neles e menos ainda em pendrives, por isso passei a salvar meus textos diretamente na pasta do Google Drive, garantindo sincronização imediata com a web. O que nos leva a outra prática.
  • Salvando documentos: Configurei o Word para salvar meus documentos automaticamente, a cada 10 minutos. Felizmente, tanto o Word quanto o LibreOffice  ou Apache Open Office podem recuperar o arquivo perdido recentemente, no caso de acontecer algo de errado enquanto se digita.
  • Anotando ideias: Ao contrário do Luan, ainda não uso o Evernote, mas deveria. Por enquanto, uso o Google Drive/Docs mesmo para anotar rapidamente uma ideia. 
  • Registrando... : Uma última prática, que nada tem a ver com tecnologia: registrar as obras na Biblioteca Nacional. É simples, não muito rápido (no meu caso, claro: não há escritório em Belo Horizonte) e não é caro também. Muitas editoras só vão aceitar seu original se ele tiver sido registrado.
Bom, é só isso. Se vier a adotar outra prática, escrevo sobre ela. Quem sabe, quando adotar o Evernote.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Lançamento de Caçadores de Vampiros, da Editora Buriti

Já faz algum tempo que a coletânea Caçadores de Vampiros, da editora mineira (minha terra!) Buriti saiu. Depois da divulgação dos selecionados (eu estou entre eles) e da bela capa, agora o livro encontra-se à venda no site da editora e na Amazon.



Com prefácio exclusivo de Dacre Stoker, sobrinho-bisneto de Bram Stoker, a coletânea conta com os autores Adriano Siqueira, Alicia Azevedo, Allana Dilene, Carolina Contini, Georgette Silen, Marcel Breton (oi?) e Violet Fayard.
Além disso, a Buriti deu sequência a série "Caçadores..." com uma nova antologia aberta para submissão de contos, dedicados às bruxas, e outra, sobre mundos fantásticos. Mais sobre elas no post sobre as antologias com submissões abertas, em breve.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil entrega o Prêmio Argos de Literatura Fantástica

Por jornalismo CLFC

O retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica foi considerado um dos pontos altos do VI Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica. A cerimônia aconteceu no domingo, dia 23, às 13h, no auditório da Biblioteca Viriato Corrêa, em Vila Mariana, SP. O prêmio Argos 2012 é feito por votação direta dos sócios do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil e visa eleger os melhores romances e contos do gênero fantástico (ficção científica, fantasia e terror) publicados em língua portuguesa no ano de 2011.

O escritor Gerson Lodi-Ribeiro foi o vencedor da principal categoria, Melhor Romance, com o livro A Guardiã da Memória.  Gerson também recebeu um prêmio especial pelo conjunto da obra e pelas contribuições à ficção científica nacional, dentre as quais, a própria criação do Argos no final do século passado.

Os outros indicados na categoria Romance, ou História Longa, foram: Eduardo Spohr com Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida; Flávio Carneiro com A Ilha; Luiz Bras com Sonho, Sombras e Super-heróis e Simone Saueressig com B9.
O médico mineiro, Flávio Medeiros Jr, levou o prêmio de melhor história curta com o conto O Pendão da Esperança, publicado na coletânea Space Opera. Os outros concorrentes eram: Alliah com Morgana Memphis Contra a Irmandade Gravibranâmica; Cirilo S. Lemos com O Auto do Extermínio; Clinton Davisson Fialho com A Esfera Dourada e Marcelo Jacinto Ribeiro  com Seu Momento de Glória. Os livros premiados foram publicados pela editora Draco.

A festa foi feita com muito humor e suspense com clara alusão ao prêmio Oscar norte-americano, com direito a um pequeno teatro de cosplayers que terminou com a entrada triunfal do presidente do CLFC, Clinton Davisson, que foi o apresentador da cerimônia. De acordo com a tradutora Mary Farrah, que coordenou a apresentação teatral, o grupo de atores é composto por membros de diversos fãs clubes de Star Wars. “Combinamos com a diretoria do CLFC que essa apresentação se daria gratuitamente, em troca apenas de uma doação do Clube para a instituição Casa da Sopa de Nova Iguaçu. Graças aos sócios, algumas crianças carentes terão um cardápio mais diversificado durante, pelo menos, mais três meses”, falou.

O grande vencedor da noite, Gerson Lodi-Ribeiro, elogiou a festa e se disse emocionado tanto com as premiações que recebeu, quanto com as ações de caráter social que o CLFC vem adotando na nova gestão. “Ficção científica engajada, que serve não apenas para inspirar o futuro com que muitos de nós sonhamos, mas para cuidar e ajudar a consertar o presente. De arrepiar os pelos!”, afirmou.

O prêmio chegou a ser considerado o mais importante do gênero na virada do século quando teve quatro edições, 1999, 2000, 2001 e 2003. Segundo o presidente do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil – CLFC, Clinton Davisson, o retorno do Argos faz parte de um plano de metas que visa a retomada definitiva do Clube fundado em 1985 e que chegou a ser reconhecido pela Science Fiction and Fantasy Writers of America – SFWA como entidade representativa no Brasil. “Com o advento da internet, muitas das funções do CLFC foram perdendo a razão de ser. Quando assumi, em outubro do ano passado, a proposta era repensar a utilidade do Clube. Partimos primeiro para retomar tudo o que ele fazia antes, só que adaptado à nova realidade do século XXI; como o Somnium, o antigo fanzine em papel, que foi  adaptado ao formato pdf para ser distribuído on-line; a criação da Biblioteca Nacional de Ficção Científica que estava prevista no estatuto; a volta do site oficial e, agora, o retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica. Além disso, estamos criando coisas novas, como parceria com editoras para conseguir descontos para os sócios, sorteio de ingressos de cinema e, principalmente, ações sociais voltadas ao incentivo à leitura para crianças, cursos para jovens escritores e a formação de novos leitores”, explica Clinton.

Fonte: Somnium

sábado, 26 de maio de 2012

Cheirinho de carro novo

Foi o que disse (ou tuitou) o astronauta Don Pettit, assim que entrou na cápsula Dragon, atracada à estação espacial ISS. Não deixa de ser uma imagem simples de um momento interessantíssimo da exploração espacial. Parece que estamos presenciando o primeiro rascunho daquela velha ideia da FC norte-americana em especial, que encara o espaço como a última fronteira, uma versão mais sofisticada do velho oeste (leia o ótimo artigo de Roberto de Souza Causo n'O Bule: Me Dá Uma Para Viver,que aborda esse e outros assuntos), desbravado pela iniciativa privada. O anúncio também recente da Planetary Resources e sua ambição de minerar asteroides reforça ainda mais esta impressão e já fez muita gente imaginar um futuro com naves como a Nostromo (de preferência, sem passageiros extras) flutuando por aí.
E, claro, há quem recorra ao discurso óbvio da ineficiência e natureza paquidérmica do estado frente a agilidade e necessidade essencial da iniciativa privada em fazer mais rápido e mais barato. Não é tão simples assim, como mostra Carlos Orsi no artigo O voo do Dragão, mas nem por isso é menos empolgante, claro. O sucesso da SpaceX certamente atrairá competidores, ávidos por milionários contratos com estados e outras empresas privadas. É bastante provável que, nas próximas décadas, a corrida espacial (ao menos aquela envolvida com o espaço próximo a Terra) seja protagonizada por estas empresas. E talvez, assim, a NASA possa se dedicar a suas pesquisas científicas com sondas e telescópios cada vez mais avançados, que custam bem menos do que projetar e lançar veículos de transporte de carga e astronautas.
Aliás, agora todos estão a espera do próximo passo: levar e trazer astronautas em uma destas cápsulas privadas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Somnium está de volta

O CLFC colocou um novo número do periódico Somnium (o de número 102) on-line, disponível para download aqui. Baixei, ainda não li, mas já posso dizer que ficou fantástico, com um projeto gráfico muito bonito e de bom gosto. É muito bom ver o Somnium voltando ao formato de revista e chamando entre os fãs  brasileiros de literatura fantástica.
Parabéns a todos os envolvidos. Copio aqui a lista de agradecimentos postados pelo Paulo Elache, do Podespecular, nos comentários do site: os autores Duda Falcão, Tibor Moricz, Cesar Alcázar, Miguel Carqueija e Álvaro Domingues, os articulistas Lidia Zuin e Clinton Davisson e, em especial, aos dedicados Fabio San Juan, Marcelo Bighetti e Daniel Borba, além do presidente do CLFC, Clinton.